MI CAMINAR. Silviano Martínez Campos

MI CAMINAR. Silviano Martínez Campos.

vía MI CAMINAR. Silviano Martínez Campos.

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MI CAMINAR. Silviano Martínez Campos

MI CAMINAR. Silviano Martínez Campos.

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Contra a imbecilidade do atual anticomunismo. Leonardo Boff

Contra a imbecilidade do atual anticomunismo

17/12/2013

Mauro Santayana é um dos jornalistas mais eruditos do jornalismo brasileiro. Sempre comprometido com causas humanitárias, contundente e dotado de um estilo de grande elegância. Somos colegas como colunistas do Jornal do Brasil-on line. Recentemente, no dia 17/12/2013, publicou um artigo sob o título HAMEUS PAPAM  com o qual me identifiquei imediantamente. Sofro ataques imbecis de que sou comunista e marxista, como se para um teólogo com 50 anos de atividade, fosse uma banalidade fazer esta acusação. Sou cristão, teólogo e escritor. Marx nunca foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação que ajudei a formular. O atual anticomunismo  revela a anemia de espírito e a pobreza de pensamento  que  estão prevalecendo como disfarce para esconder o desastre que significa a economia de mercado, altamente predadora da natureza e agressora de todo tipo de direitos humanos e agora numa crise da qual não sabem como sair. Há tempos o Zürcher Zeitung, o maior jornal suiço e pouco depois o Times diziam que o autor mais lido hoje é Marx. Não só por estudiosos, mas por banqueiros e financistas conscientes que querem saber por que seu sistema foi a falência e por que tem tantas dificuldades em sair dele, se é que encontram uma saída que não signifique mais sacrificio para a natureza (injustiça ecológica) e para a humanidade já sofredora (injustiça social). Hoje mais e mais se percebe que este sistema é anti-vida, anti-democracia e anti-Terra. Se não cuidarmos poderá nos levar a um abismo fatal. É uma reflexão que faço contra meus acusadores gratuitos e faltos de razão. Penso às vezes que Einstein tinha razão quando disse:”Existem dois infinitos:um do universo e outro dos estultos; do primeiro tenho dúvidas, do segundo, absoluta certeza”. Estimo que muitos dos anticomunistas atuais se inscrevem nesse segundo infinito. É fácil serrar árvore caída e convardia chutar cachorro morto. Pensemos, antes, no presente com sentido de responsabilidade, unidos face a um feixe de crises que nos poderá levar a uma tragédia ecológico-social. Como fazer tudo para evitá-la e garantir um futuro comum para todos, inclusive para a nossa civilização e para nossa Casa Comum. Essa é a questão maior a ser pensada e sobre ela inaugurar práticas salvadoras e não distrair-se com discutir um comunismo inexistente, morto e sepultado. LBoff

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Habemus Papam

Acusado por um conservador norte-americano de ser marxista, Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, negou sê-lo, mas disse que não se sentia ofendido, por ter conhecido ao longo de sua vida muitos marxistas que eram boas pessoas.
A declaração do papa, evitando atacar ou demonizar os marxistas, e atribuindo-lhes a condição de comuns mortais, com direito a ter sua visão de mundo e a defendê-la, é extremamente importante, no momento que estamos vivendo agora.

A ascensão irracional do anticomunismo mais obtuso e retrógrado, em todo o mundo — no Brasil, particularmente, está ficando chique ser de extrema direita — baseia-se em manipulação canalha, com que se tenta, por todos os meios, inverter e distorcer a história, a ponto de se estar criando uma absurda realidade paralela.

Estabelecem-se, financiados com dinheiro da direita fundamentalista, “museus do comunismo”; surgem por todo mundo, como nos piores tempos da Guerra Fria, redes de organizações anticomunistas, com a desculpa de se defender a democracia; atribuem-se, alucinadamente, de forma absolutamente fantasiosa, 100 milhões de mortos ao comunismo.

Busca-se associar, até do ponto de vista iconográfico, o marxismo ao nacional-socialismo, quando, se não fossem a Batalha de Stalingrado, em que os alemães e seus aliados perderam 850 mil homens, e a Batalha de Berlim, vencidas pelas tropas do Exército Vermelho — que cercaram e ocuparam a capital alemã e obrigaram Hitler a se matar, como um rato, em seu covil — a Alemanha nazista teria tido tempo de desenvolver sua própria bomba atômica e não teria sido derrotada.

Quem compara o socialismo ao nazismo, por uma questão de semântica, se esquece de que, sem a heroica resistência, o complexo industrial-militar, e o sacrifício dos povos da União Soviética — que perdeu na Segunda Guerra Mundial 30 milhões de habitantes — boa parte dos anticomunistas de hoje, incluídos católicos não arianos e sionistas, teriam virado sabão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz, Birkenau e outros campos de extermínio.
Espalha-se, na internet — e um monte de beócios, uns por ingenuidade, outros por falta de caráter mesmo, ajudam a divulgar isso — que o Golpe Militar de 1964 — apoiado e financiado por uma nação estrangeira, os Estados Unidos — foi uma contrarrevolução preventiva. O país era governado por um rico proprietário rural, João Goulart, que nunca foi comunista. Vivia-se em plena democracia, com imprensa livre e todas as garantias do Estado de Direito, e o povo preparava-se para reeleger Juscelino Kubitscheck presidente da República em 1965.

1964 foi uma aliança de oportunistas. Civis que há anos almejavam chegar à Presidência da República e não tinham votos para isso, segmentos conservadores que estavam alijados dos negócios do governo e oficiais — não todos, graças a Deus — golpistas que odiavam a democracia e não admitiam viver em um país livre.

Em um mundo em que há nações, como o Brasil, em que padres fascistas pregam abertamente, na internet e fora dela, o culto ao ódio, e a mentira da excomunhão automática de comunistas, as declarações do papa Francisco, lembrando que os marxistas são pessoas normais, como quaisquer outras — e não são os monstros apresentados pela extrema-direita fundamentalista e revisionista sob a farsa do “marxismo cultural” — representam um apelo à razão e um alento.

Depois de anos dominada pelo conservadorismo, podemos dizer, pelo menos até agora, que Habemus Papam, com a clareza da fumaça branca saindo, na Praça de São Pedro, em dia de conclave, das veneráveis chaminés do Vaticano.

Um Papa maiúsculo, preparado para fortalecer a Igreja, com o equilíbrio e o exemplo do Evangelho, e a inteligência, o sorriso, a determinação e a energia de um Pastor que merece ser amado e admirado pelo seu rebanho.

¿Por qué en medio del dolor los negros cantan, rien y bailan?. Leonardo Boff

Português: Brasília - O presidente da África d...

Português: Brasília – O presidente da África do Sul, Nelson Mandela, é recebido na capital federal. (Photo credit: Wikipedia)

English: Young Nelson Mandela. This photo date...

English: Young Nelson Mandela. This photo dates from 1937. South Africa protect the copyright of photographs for 50 years from their first publication. See . Since this image would have been PD in South Africa in 1996, when the URAA took effect, this image is PD in the U.S. Image source: http://www.anc.org.za/people/mandela/index.html (Photo credit: Wikipedia)

Por qué en medio del dolor los negros cantan, ríen y bailan?

2013-12-17

Miles de personas en toda Sudáfrica mezclaron el llanto con la danza, la fiesta con los lamentos por la muerte de Nelson Mandela. Es la forma como realizan culturalmente el rito de paso de la vida de este lado a la vida del otro lado, donde están los ancianos, los sabios y los guardianes del pueblo, de sus ritos y de sus normas éticas. Allí está ahora Mandela de forma invisible pero plenamente presente, acompañando al pueblo que él tanto ayudó a liberar.

Momentos como éstos nos hacen acordarnos de nuestra más alta ancestralidad humana. Todos tenemos nuestras raíces en África, aunque la gran mayoría no lo sepa o no le dé importancia. Pero es decisivo que volvamos a apropiarnos de nuestros orígenes, que, de un modo u otro, están inscritos en nuestro código genético y espiritual.

Voy a referirme aquí a aspectos de un texto que escribí hace tiempo con el título: “Todos somos africanos”, actualizado teniendo en cuenta la situación mundial, que ha cambiado.

De entrada, es importante denunciar la tragedia africana: es el continente más olvidado y vandalizado por las políticas mundiales. Solamente cuentan sus tierras. Las compran grandes consorcios mundiales y China para organizar inmensas plantaciones de granos con el fin de asegurar la alimentación, no de África, sino de sus países, o para negociarlos en el mercado especulativo. Las famosas “land grabbing”, juntas tienen la extensión de Francia entera. Hoy África es una especie de espejo retrovisor de cómo nosotros los humanos pudimos en el pasado, y todavía hoy podemos, ser inhumanos y terribles. La actual neocolonización es más perversa que la de siglos pasados.

Sin olvidar esta tragedia, concentrémonos en la herencia africana que se esconde en nosotros. Hoy en día hay consenso entre los paleontólogos y antropólogos acerca de que la aventura de la hominización se inició en África hace unos siete millones de años. Y luego se aceleró pasando por el homo habilis, erectus, neanderthal… hasta llegar al homo sapiens hace unos noventa mil años. Después de estar 4,4 millones de años en suelo africano, se trasladó a Asia, hace sesenta mil años; a Europa, hace cuarenta mil años; y a las Américas hace treinta mil años. Es decir, gran parte de la vida humana ha sido vivida en África, hoy olvidada y despreciada.

África no es solamente el lugar geográfico de nuestros orígenes. Es el arquetipo primitivo, el conjunto de marcas impresas en el alma del ser humano. Fue en África donde el ser humano elaboró sus primeras sensaciones, donde se articularon sus crecientes conexiones neuronales (cerebralización), brillaron los primeros pensamientos, irrumpió la creatividad y emergió la complejidad social que permitió el surgimiento del lenguaje y de la cultura. El espíritu de África está presente en todos nosotros.

Veo tres ejes principales del espíritu de África que pueden ayudarnos a superar la crisis sistémica global que nos asola.

El primero es la Madre Tierra, la Mamá África. Al extenderse por los vastos espacios africanos, nuestros antepasados entraron en profunda comunión con la Tierra, sintiendo la conexión que todas las cosas guardan entre sí: las aguas, las montañas, los animales, los bosques y selvas, y las energías cósmicas. Necesitamos volver a apropiarnos de este espíritu de la Tierra para salvar a Gaia, nuestra Madre y única Casa Común.

El segundo eje es la matriz relacional (relational matrix, al decir de los antropólogos). Los africanos usan la palabra ubuntu que significa: “yo soy lo que soy porque pertenezco a la comunidad” o “yo soy lo que soy a través de ti y tú eres tú a través de mí”. Todos necesitamos unos de otros; somos interdependientes. Lo que la física cuántica y la nueva cosmología enseñan acerca de la interdependencia de todos con todos es una evidencia para el espíritu africano.

A esa comunidad pertenecen también los muertos como Mandela. Ellos no «van» al cielo, pues el cielo no es un lugar geográfico, sino un modo de ser de este mundo nuestro. Ellos se quedan en medio del pueblo como consejeros y guardianes de las tradiciones sagradas.

El tercer eje son los ritos y las celebraciones. Nos admira que se dedique un día entero a rezar por Mandela con misas y oraciones. Los africanos sienten a Dios en la piel, los occidentales en la cabeza. Por eso, bailan y mueven todo el cuerpo, mientras que nosotros permanecemos fríos y rígidos como un palo de escoba.

Las experiencias importantes de la vida personal, social y estacional se celebran con ritos, danzas, músicas y presentaciones de máscaras. Éstas representan energías que pueden ser benéficas o maléficas. Es en los rituales donde las fuerzas negativas y positivas se equilibran y se festeja la primacía del sentido sobre el absurdo. Si reincorporamos el espíritu de África, la crisis no tendrá que ser una tragedia.

Sabemos que a través de las fiestas y los ritos la sociedad rehace sus relaciones y se refuerza la cohesión social. Además no todo es trabajo y lucha. Está también la celebración de la vida, el rescate de las memorias colectivas y el recuerdo de las victorias sobre las amenazas vividas.

Me complace presentar el testimonio personal de uno de nuestros más brillantes periodistas, Washington Novaes: «Hace algunos años, en Sudáfrica, me impresionó ver que bastaba que se reuniesen tres o cuatro negros para empezar a cantar y a bailar con una amplia sonrisa. Un día, le comenté a un joven taxista: “Su pueblo sufrió y todavía sufre mucho. Pero basta que se reúnan unas pocas personas y ustedes ya están bailando, cantando y riendo. ¿De dónde viene tanta fuerza?” Y él me contestó: “Con el sufrimiento, aprendemos que nuestra alegría no puede depender de nada fuera de nosotros. Tiene que ser sólo nuestra, estar dentro de nosotros”».

Nuestra población afrodescendiente nos da esa misma muestra de alegría, que ningún capitalismo ni consumismo puede ofrecer.

Carta Abierta: Atn. Musa de los Vientos. Silviano Martínez Campos

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En el Día de Todos los Santos

FANT.9- CARTA ABIERTA

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CARTA  ABIERTA

Silviano  Martínez Campos

Musa de los Vientos:

Había pensado escribir esta carta con el título de “a quien corresponda”, pero me parece, además de comercial, impersonal y poco comprometido.

Así es de que opto por un destinatario personal, con nombre y todo y ¿quién más que tú, mi Musa de los Vientos?, tan abierta y comprensiva cundo me veo en aprietos, cuando mayormente me nacen los deseos de escribirte, por aquello de que vamos al nopal sólo cuando tiene tunas o sea sólo cuando nos las vemos apretadas.

Y como últimamente al parecer te he perdido la pista, ruégote y suplico recojas mi carta del primer buzón que encuentres, ya sea en la atribulada Yugoslavia, en la hambrienta África o en la sociedad de la opulencia con manchas de racismo o en cualquier sitio del planeta sufriente y extraviado, donde probablemente estés enderezando sentimientos de humanidad que nosotros hemos derrumbado.

Tengo en cuenta la receta que hace meses me diste, de escribir con la tinta que tú  has inventado, la piedad y las lágrimas que de ella brotan.

Pero permite por esta vez usar también roja tinta del corazón rasgado y has de disculpar, no es que haya leído últimamente novelas de rosa subido y te parezca cursi, sino he vivido la plenitud del sufrimiento, al ver sufrir en agonía (lucha) de años, de meses, de semanas y días, a mis señores padres.

Claro, ellos murieron en lapso de 16 días uno del otro, pero mi familia pasó por una gran crisis y, qué te cuento, también de corazones desgarrados y a lo mejor también por el no entender y el no poder.

No juzgo,  pero hay situaciones que más bien parecen de catarsis, purificadoras y yo, por mi parte, no lanzo primeras piedras y te pido, si a bien tienes, esclarezcas mi mente, temples mis emociones y purifiques mis afectos, si no para entender, por lo menos para ver un poco en medio de lo oscuro.

Tú me entiendes y habrás de disculpar, mi Musa de los Vientos, por aquello de que alguien intercepte mi carta, por abierta, el que escriba en tono tan personal, cuando hay tantas dificultades en este mundo revuelto que visitas.

Corro ese riesgo y estoy abierto a la crítica, pero no aguanté el deseo de contarte parte de lo que me ha sucedido. Hasta luego y corro también el riesgo de tu silencio respetable.

Narciso Adolorido:

Mucho te falta, mi Narciso, para entender mi tecnología de la comunicación. No bien habías empezado a escribir tu carta, cuando capté al instante tu lenguaje.

No por palabras rebuscadas que utilizas en alguno de tus párrafos, estilo Corín Tellado, ni por el esmero que pones, sin lograrlo, en engarzar las cuentas de tus pensamientos.

Sino por el palpitar de corazones, que capté de inmediato, como el palpitar del corazoncillo de aquella inocente pequeñita cuyo pecho oprimiste a tu oído para curiosear en las fuentes de la vida que “comienza”, o tal vez para captar los latidos del Universo, durante el sepelio de tu padre anciano, símbolo de la vida que “termina”.

Tu carta pues la saqué del buzón de tu alma y la leí con el código que improvisaste allá en aquellos tiempos y ahora, cuando escribías o poco antes cuando ponías “musiquita” a tu padre, valiéndote de los conciertos y las sinfonías del gran Mozart, en los “cassetitos” que te regaló pareja amiga, a quienes también yo hice un regalo sorpresivo.

Si crees que sólo arreglo dificultades planetarias, me parece que estás equivocado. Intervengo desde luego con mis sugerencias (mas las decisiones son tuyas) en cuestiones del hambre y el desarme, del desamor estructural en que se ha sumido tu planeta.

Pero también soplo y sugiero salidas en asuntos de corazones y mentes desgarrados, no importa que mis susurros se capten y acepten luego, o más después, en meses, en decenios.

Si doña Benita falleció el 28 de marzo a las 83 y don Chon el 13 de abril a los 87, lo supe desde antes que tú me dieras la noticia.

Subían hacia mí, la Musa de los Vientos, aromas perfumados engarzados en cuentas del rosario; misas concelebradas por paisanos orantes y devotos; cantos esperanzados de ángeles de falda, súplicas y lamentos de otros ángeles de rebozo, que palpaban con sus manos, como tú con el alma, la hondura del dolor y del sufrimiento.

Y cuidados también de ángeles de alba bata, que ponían en el papel la fórmula y el remedio, o antes en el cuerpo de tu madre, la ciencia del bisturí, la transfusión y el aparato.

Designios hay, mas no imposiciones y, quien te dice, Narciso Adolorido, que no sólo las fiestas se comparten. También hay sufrimientos y cruces compartidos.

Asómate si quieres a hospitales, consultorios y palpa enfermedades y miserias por cientos y millares y millones. Pero hay, como dicen pensadores, enfermas sociedades opulentas y enfermas sociedades por el hambre.

Se te dio la tarea, bien lo recuerdas, de crecer y crecer y dominar la  Tierra,  pero no destruirla, no es lo mismo. Y en tus afanes de saberlo todo, exploraste de más sin medir las consecuencias y sembraste el planeta de injusticias, escombros y desechos,  causas de enfermedades y miserias.

Arregla  pues tu casa, tu  planeta y luego que lo arregles te quejas de mi, y pongo lo que falte. Pero una cosa  sí que te adelanto, te auguro buen fin, te lo aseguro.

Usa tu fantasía pues más te vale que peques por exceso que por falta. Y si Benita de joven era cantadora y sólo enfermedades marchitaron su semblante, imagínala ahora rebosante de fulgor, juventud, sonrisa eterna.

Y si Chon días antes de su  postración definitiva te había dicho llorando en su patio: “ya no puedo trabajar”, imagínalo ahora trabajando, pero no para compartir entre sus críos los gajos de naranja, sino para compartir junto con otros de su cielo, gajos de estrellas y galaxias y anunciando en escalas del trombón que Dios es Grande.

Porque si en reunión pueblerina había acuñado el dicho de “yo también vine”, en forma de protesta por el involuntario olvido, imagínalo haberle dicho al Creador: “yo también vine” y el Creador presuroso contestarle: “por supuesto”.

Y luego la presentación protocolaria llamando a seres queridos antes, ahora ocupados en asuntos exteriores en universos infinitos que alegres y festivos dan la bienvenida a Chon y a Benita. Porque habría ocurrido presentación obligada de la Madre Santa, a quien aclamaba en su penar la madre dolorosa.

Y luego el saludo de Sofía, Josefa, Teófilo, Filoteo, Teodoro, Doroteo, Francisco, Onofre, Justino, Serafín, Altagracia, Agustín, Mónica, Damián, Concepción. Amparo, Roque, mártires, confesores, vírgenes, clérigos o laicos.

Y entonces sí la sorpresa de encontrarse con ángeles humanos festivos, relucientes, que en cada mirada prodigan una alabanza, su sonrisa improvisa sinfonías, su saludo contagia contraseña perfumada, para seguir buscando niveles y niveles, pero no aislados, donde cantan coros, ejecutan orquestas y proyectan constructores de universos con creatividad donada.

Ellos mismos, Benita y Chon, asumiendo la sorpresa de sentirse ángeles, mensajeros de infinito cuando fueron a su manera en su vida pasajera.

Pero si crees, mi Narciso vanidoso, que el cielo es asunto personal y familiar, estás equivocado. Individualismos destructores y clanes voraces son privativos de tu Tierra, asolada por el desamor y la locura de la acumulación y el lucro.

En el cielo caen diariamente como rosas fragantes, perfumadas, millares de rosas, de almas, como la  Teresita   imaginaba hacerlas llover sobre la  Tierra.  Y si tu, tan afecto a las seguridades de tu posesión y tu saber quieres fórmulas te doy la de aquel pensamiento que capturaste al vuelo: “a la casa del Padre volvemos todos o ninguno”.

A ti, homo sapiens  tecnologizado, la misma palabra “cielo” te parece una patraña y o bien has manejado en la propaganda su concepción como opio o ilusión de poetas, te hablo el lenguaje de las dimensiones que han descubierto tus físicos, los más allegados a los límites del mundo.

Imagina pues a la larva convertida en mariposa que luego después remonta muy altos vuelos a su escala, porque la comparación del grano de trigo que muere para dar nueva vida, de plano, no la entiendes ni la captas.

Así comprenderás que el mundo es sorpresivo y sobrepasa los esquemas de tus fórmulas vejestorios a las cuales te acoges por miedo a tu futuro de ángel.

Ángel de carne y hueso con misión de peregrino en tu Tierra, tu planeta, de hacerlo habitable,  pródigo en  piedad y misericordia. Porque aquello de “busquen primero el reino (soberanía) de Dios y su justicia, y todo lo demás se les dará por añadidura”, sigue actual por siglos y siglos. Así te lo aseguro, Narciso vanidoso, adolorido,  pues crees que sólo tú sufres o tú gozas, así te lo aseguro yo, tu Musa.

Musa de los Vientos que os ama y soy principio y fin de todo lo que empieza, principio y fin de todo lo que “acaba”, testigo fiel de todo lo posible y hago realidad de de todo lo que sueñas, cuando tus sueños son tejidos con amor, piedad, misericordia, con hilos finitos de belleza, mezclados de bondad y de ternura.

Sueños de corazones destrozados por la incomprensión o la penuria; sueño enlazados en el amor de la plegaria; sueños regados con lágrimas del alma o sueños cultivados con lágrimas del cuerpo; sueños tejidos en la soledad del aislamiento creativo, voluntario, o sueños tejidos por el latir de corazones mil que tantean en la mínima comunidad o en la comunidad planetaria, en busca del sentido quizás perdido.

Pero nunca perdido, porque un afecto que nace nunca muere, una utopía que nace nunca muere, sino es abono para otra más grandiosa. La utopía de llegar a ser realmente hombre, desde aquí por supuesto pero “allá” por supuesto, porque a ello invita quien para el que lo acepte, Hombre Perfecto, Hombre-Dios, sufrió y murió y es El Viviente a fin de que ninguno de sus hermanos hombres desespere y espere actuando y conformando desde ahora el cielo que le tiene diseñado.

(Publicado en GUIA, Semanario Regional Independiente, Zamora, Mich., México, Las Ventana, Pág. 5-B, 21/IV/1996. Y en  ETCETERA, semanario, La Piedad, 15/IV/1996)

Reproducido en Mi Ziquítaro, Silviano’s Web 2

GNU Copyright (c) 2007 Silviano Martínez Campos. Se autoriza la copia, la distribución y la modificación de este documento bajo los términos de la licencia de documentación libre GNU, versión 1.2 o cualquier otra que posteriormente publique la Fundación del Software Libre (Free Software Fundation); sin secciones invariables (Unvariant Sections), textos de portada (Front-Cover Texts), ni textos de contraportada (Back-Cover Texts).Se incluye una copia en inglés de esta licencia en el artículo Text of the GNU Free Documentation License.

O resgate necessário da sensibilidade ecológico-social. Leonardo Boff

Signature of Carl Jung

Signature of Carl Jung (Photo credit: Wikipedia)

English: Hand-colored photograph of Carl Jung ...

English: Hand-colored photograph of Carl Jung in USA, published in 1910. (Photo credit: Wikipedia)

O resgate necessário da sensibilidade ecológico-social

03/09/2013

        Nos

dias 19-23 de agosto na cidade de Copenhagen realizou-se o XIX

Congresso internacional da Psicologia Analítica de C. G. Jung, do qual

participei. Havia cerca de 700 junguianos, vindos de todas as partes do

mundo, até da Sibéria, da China e da Coréia. A grande maioria analistas

experimentados, muitos deles autores de livros relevantes na área. Uma

tônica predominou: a necessidade de a psicologia em geral e da analítica

junguiana em particular abrir-se ao comunitário, ao social e ao

ecológico.

       Esta

preocupação vem ao encontro do próprio pensamento de C. G. Jung, Para

ele a psicologia não possuía fronteiras, entre cosmos e vida, entre

biologia e espírito, entre corpo e mente, entre consciente e

inconsciente, entre individual e coletivo. A psicologia tinha que ver

com a vida em sua totalidade, em sua dimensão racional e irracional,

simbólica e virtual, individual e social, terrenal e cósmica e em seus

aspectos sombrios e luminosos. Por isso tudo lhe interessava: os

fenômenos exotéricos, a alquimia, a parapsicologia, o espiritismo, os

discos voadores, a filosofia, a teologia, a mística ocidental e

oriental, os povos originários e as teorias científicas mais avançadas.

Sabia articular estes saberes descobrindo conexões ocultas que revelavam

dimensões surpreendentes da realidade. De tudo sabia tirar lições,

hipóteses, e enxergar possíveis janelas sobre a realidade. Em razão

disso, não cabia em nenhuma disciplina, motivo pelo qual muitos o

ridicularizavam.

      Esta

visão holística e sistêmica precisamos hoje tornar hegemônica na nossa

leitura da realidade. Caso contrário, ficamos reféns de visões

fragmentadas que perdem o horizonte do todo. Nesta diligência Jung é um

interlocutor privilegiado particularmente no resgate da razão sensível.

      Coube

a ele o mérito de ter valorizado e tentado decifrar a mensagem

escondida dos mitos. Eles constituem a linguagem do inconsciente

coletivo. Este possui relativa autonomia. Ele nos possui mais a nós do

que nós a ele. Cada um é mais pensado do que propriamente pensa. O órgão

que capta o significado dos mitos, dos símbolos e dos grandes sonhos é a

razão sensível ou a razão cordial. Esta foi na modernidade colocada sob

suspeita pois poderia obscurecer a objetividade do pensamento. Jung

sempre foi crítico do uso exacerbado da razão instrumental-analítica

pois fechava muitas janelas da alma.

     Conhecido

foi o dialogo em 1924-1925 que Jung manteve com um indígena da tribo

Pueblo no Novo México nos USA. Este indígena achava que os brancos eram

loucos. Jung lhe perguntou por que os brancos seriam loucos? Ao que o

indígena respondeu:”Eles dizem que pensam com a cabeça”. “Mas é claro

que pensam com a cabeça” retrucou Jung. “Como vocês pensam”? –

arrematou. E o indígena, surpreso, respondeu: ”Nós pensamos aqui” e

apontou para o coração (Memórias,Sonhos, Reflexões, p. 233).

        Esse fato transformou o pensamento de Jung. Entendeu que os europeus havia conquistado o mundo com a cabeça mas haviam  perdido a capacidade de pensar e sentir com o coração e de viver através da alma.

      Logicamente

não se trata de abdicar da razão – o que seria uma perda para todos –

mas de recusar o estreitamento de sua capacidade de compreender. É

preciso considerar o sensível e o cordial como elementos centrais no ato

de conhecimento. Eles permitem captar valores e sentidos presentes na  profundidade

do senso comum. A mente é sempre incorporada, portanto, sempre

impregnada de sensibilidade e não apenas cerebrizada.

        Em suas Memórias

diz: ”há tantas coisas que me repletam: as plantas, os animais, as

nuvens, o dia, a noite e o eterno presente nos homens. Quanto mais me

sinto incerto sobre mim mesmo, mais cresce em mim o sentimento de meu

parentesco com o todo”( 361).

O

drama do homem atual é ter perdido a capacidade de viver um sentimento

de pertença, coisa que as religiões sempre garantiam. O que se opõe à

religião não é o ateísmo ou a negação da divindade. O que se opõe é a

incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as

pessoas estão desenraizadas, desconectadas da Terra e da anima que é a expressão da sensibilidade e espiritualidade.

  Para

Jung o grande problema atual é de natureza psicológica. Não da

psicologia entendida como disciplina ou apenas como dimensão da psique.

Mas psicologia no sentido abrangente como a totalidade da vida e do

universo enquanto percebidos e articulados com o ser humano.  É neste sentido que escreve: “É minha convicção mais profunda de que, a partir de agora,  até a um futuro indeterminado, o verdadeiro problema é de ordem psicológica. A alma é o pai e a mãe  de todos as dificuldades não resolvidas que lançamos na direção do céu”(Cartas III, 243).

Se

não resgatarmos hoje a razão sensível que é uma dimensão essencial da

alma, dificilmente nos mobilizaremos para respeitar a alteridade dos

seres, amar a Mãe Terra com todos os seus ecossistemas e vivermos a

compaixão com os sofredores da natureza e da humanidade.

 

MOSAICO, 29-VIII-013

Martínez Campos, 29/VIII/013

GUIA

                                               Papa Francisco, durante la conferencia de prensa en el avión, de regreso a Roma

 Madre Teresa de Calcuta

                                                       MOSAICO

                                          Silviano Martínez Campos

                   LA PIEDAD, 29 deAgosto.-  EN MEDIO DE carencias y limitaciones, tan comunes en una familia pobre, creo que en mi círculo familiar padres y abuelos llegaron a su ancianidad abrigados por el cariño y cuidado de hijos, nietos y personas allegadas en la comunidad.IMG_9185 Chon, Benita. Raúl, Eva. Y Petrita, Vicente, Mariquita, Pachito. No les faltaron sus ángeles de la guarda. Por mi parte, no sé ni cómo llegué aquí, tras una trayectoria, a tropezones. El milagro de la vida, pero aquí estoy, recibiendo el cariño y el amor del círculo familiar primero, y del segundo y el tercero, je je. Recibe uno más de lo que merece.

E N C A R N A C I Ó N   y B E N I T A con el nietecito

E N C A R N A C I Ó N y B E N I T A con el nietecito

Sí, hay sabiduría en el viejo, común a todos: la experiencia de vida. Y la sabiduría si llega a captarse, de esa que le encuentra sentido a la vida, de esa que viene gratis desde las alturas o desde  las profundidades, como gotas de rocío refrescante, o como tormentas o tempestades. Otra toma de don José, en el patio arbolado del taller AUN CUANDO TOD(A)OS nos hemos vuelto vulnerables en este México nuestro y en el mundo puesto que pasamos por unos tiempos realmente calamitosos (así decían ya los romanos en referencia a los suyos), revueltos, hay unos, unas, más vulnerables que otros: las víctimas de la economía desquiciada o las víctimas de la violencia incontrolada.  LA DIPUTADA  Laura González Martínez, dice que hay sectores muy vulnerados, como los adultos mayores en Michoacán. Asegura  la legisladora de extracción panista, presidenta de la Comisión de Derechos Humanos en el Congreso de Michoacán, que en nuestro Estado el sector de adultos mayores de 60 años representa el 7 por ciento de la población total de México, pero se estima crezca en un 28 por ciento en corto plazo. Y en referencia al Día del Adulto Mayor celebrado en México el pasado día 28 de agosto, expresó:  “más que una efeméride qué conmemorar, debe ser un día para concretar acciones, dar cobertura de salud, patrimonio y sobretodo emocional de este grupo que según el Consejo Estatal de Población (Coespo), para el 2050 será mayoritario”. En pleno trabajoHace falta generar mayor cultura hacia el respeto, atención y cuidado de los adultos mayores . “Faltan normativas que eviten el abuso de sucesión de bienes, herencia o ceder derechos a familiares, amigos y demás personas que puedan actuar  con dolo y generar una situación de injusticia en los últimos años de vida de la persona de a tercera edad” . Debe contarse, a niveles tanto estatal como federal  con un plan estratégico que englobe las cuestiones de alimentación, vivienda, salud, trato digno, así como tener condiciones físicas y mentales, factores  –dijo– de suma importancia para que el adulto mayor no se sienta marginado de la sociedad. CIFRAS PROCEDENTES DEL Instituto Nacional de Estadística y Geografía, indican que en México hay 10.1 millones de personas adultas mayores. De ellas, 6 millones de hogares tienen un adulto mayor como jefe de familia; 2.7 millones de hogares están compuestos por el adulto mayor jefe y sus hijos; 2.2 millones de hogares están compuestos por el adulto mayor, sus padres o hijos y otros parientes; Un millón de hogares están habitados por adultos mayores solos.HPIM3855 EN 1982 SE DECRETÓ a nivel internacional, conmemorar el mes de agosto como el día de la vejez. En México se determinó que el mismo día 28 sería considerado como el Día del Abuelo. A ESTE PROPÓSITO, el Presidente Enrique Peña Nieto escribió ese día: “Hoy tuve el enorme gusto de regresar a Nuevo León, para entregar credenciales a beneficiarios del Programa Pensión para Adultos Mayores. El gran objetivo de la política social del Gobierno de la República, es lograr que todos los mexicanos gocen en su vida cotidiana de los derechos que les reconoce la Constitución.HPIM1354 Desde el 1º de diciembre de 2012, el apoyo a los Adultos Mayores ocupa un lugar prioritario en la agenda del Gobierno de la República. Mi Sexta Decisión Presidencial, cuando tomé posesión, fue modificar y ampliar el entonces Programa 70 y Más, para que todos los mexicanos mayores de 65 años pudieran recibir una pensión. Con un presupuesto de 26 mil millones de pesos, esta iniciativa apoya a 4.6 millones de mexicanos en este rango de edad.HPIM1356 Este dato refleja, que en tan sólo 6 meses, el Programa logró incorporar a 1.6 millones de Adultos Mayores, lo que representa un crecimiento de más de 50% respecto al inicio de la administración. Estamos dando pasos firmes para proteger a quienes más lo necesitan, especialmente a quienes han entregado toda una vida de esfuerzo y trabajo en favor de su país. La meta ahora, es seguir trabajando para atender a los 5.6 millones de personas, con 65 años o más, que se encuentran fuera de otros esquemas institucionales de seguridad social y pensiones. La transformación de México hacia un país más incluyente, exige que seamos capaces de ser solidarios con los Adultos Mayores y con las Madres Jefas de Familia”. AQUÍ, EN LA Piedad, el alcalde Hugo Anaya visitó el asilo de ancianos local. Una institución filantrópica establecida por piedadenses preocupados por el bienestar integral de las personas mayores. Es atendido el asilo, por religiosas.HPIM1357 (www.miregionmichoacana.wordpress.com )

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