O duro recado que o Papa Francisco passou aos Bispos. Leonardo Boff

Visita do Papa Francisco

Visita do Papa Francisco (Photo credit: Blog do Planalto)

O duro recado que o Papa Francisco passou aos Bispos

20/08/2013

Jean Mercier, um publicista frances, se deu conta da gravidade das palavras do Papa Francisco dirigidas aos bispos, arebiispos e cardeais reunidos no Rio por ocasião da Jornada Mundial da Juventudo. Foram as palavras mais duras que o Papa usou aqui. Infelizmente não foram comentadas pela imprensa, certamente, porque julga se tratar de asuntos internos da Igreja. De fato são, mas com repercussão enorme na vida pública, lá onde a Igreja se faz presente. Sei de fonte fidedigna, pois a pessoa estava presente, que um dos bispos conservadores com hábitos principescos, apenas comentou irritado:”que discuro ridículo, esse do Papa”. É bom relermos tal mensagem. Jean Mercier nos fez o favor de dar-lhe relevância, coisa que fiz en pessant nos meus artigos. Publicou sua matéria la revista La Vie  sob o título A encíclica oculta dFrancisco no Rio e traduzida para o portugues pelo IHU de 9 de agosto de 2013: Lboff

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Oficialmente, a primeira encíclica do Papa Francisco intitula-se Lumen Fidei, e foi publicada no começo de julho passado. Mas ela foi escrita principalmente por Bento XVI; Francisco contentou-se em lhe acrescentar uma espécie de posfácio. Na realidade, o papa trabalhava em outros textos, aqueles que iria pronunciar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e, especialmente, em dois discursos fundamentais, endereçados aos bispos, que ficaram um pouco perdidos no meio da massa de palavras endereçadas aos jovens durante a JMJ

No sábado, 27 de julho, aos bispos brasileiros, o Papa Francisco abordou questões difíceis e exigentes do domínio da pastoral, em um texto muito forte. Na manhã seguinte, ele ampliou seu propósito através de uma alocução aos bispos vindos de toda a América Latina. O conjunto desses dois discursos constitui uma espécie de encíclica “oficiosa”, verdadeiro programa para o pontificado, cujo fio condutor é uma autocrítica severa e o apelo à conversão da instituição. O veredicto é claro, mesmo sob a forma de eufemismo: “Estamos um pouco atrasados no que se refere à Conversão Pastoral”.

1. Quebrar o tabu em relação às mulheres e o cisma silencioso dos decepcionados com a Igreja

Como nenhum Papa antes dele, Francisco se confronta com a dolorosa questão dos católicos que abandonaram a Igreja, fenômeno atestado na América Latina, mas que é conhecido de todos os países, especialmente os europeus, nos últimos 50 anos. Ele evoca assim “o mistério difícil das pessoas que abandonaram a Igreja” e se deixaram seduzir por outras propostas.

Esta questão, considerada tabu durante muito tempo, é a ocasião para uma severa autocrítica: “Talvez a Igreja lhes apareça demasiado frágil, talvez demasiado longe das suas necessidades, talvez demasiado pobre para dar resposta às suas inquietações, talvez demasiado fria para com elas, talvez demasiado auto-referencial, talvez prisioneira da própria linguagem rígida, talvez lhes pareça que o mundo fez da Igreja uma relíquia do passado, insuficiente para as novas questões; talvez a Igreja tenha respostas para a infância do homem, mas não para a sua idade adulta”.

O Papa acusa a Igreja de ser de tal maneira exigente em seus “padrões” que desencoraja o conjunto das pessoas: “muitos buscaram atalhos, porque se apresenta demasiado alta a ‘medida’ da Grande Igreja. Também existem aqueles que reconhecem o ideal do homem e de vida proposto pela Igreja, mas não têm a audácia de abraçá-lo. Pensam que este ideal seja grande demais para eles, esteja fora das suas possibilidades; a meta a alcançar é inatingível”.

Uma Igreja chata, rígida, fria, centrada no seu umbigo! Nunca Bento XVI e João Paulo II fizeram semelhante autocrítica.Bergoglio não tem medo de dizer a verdade ao pensar em todos esses que se afastaram dela: “Perante esta situação, o que fazer? Necessitamos de uma Igreja que não tenha medo de entrar na noite deles. Precisamos de uma Igreja capaz de encontrá-los no seu caminho. Precisamos de uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa. Precisamos de uma Igreja que saiba dialogar com aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de um cristianismo considerado hoje um terreno estéril, infecundo, incapaz de gerar sentido. (…) Hoje, precisamos de uma Igreja capaz de fazer companhia, de ir para além da simples escuta”.

O Papa não hesita em tocar em outro assunto tabu na instituição: o lugar das mulheres: “Não reduzamos o empenho das mulheres na Igreja; antes, pelo contrário, promovamos o seu papel ativo na comunidade eclesial. Se a Igreja perde as mulheres, na sua dimensão global e real, ela corre o risco da esterilidade”. Embora a menção seja lapidar, é a primeira vez que um Papa reconhece que a Igreja perdeu parte da sua credibilidade em relação às mulheres.

A solução passa, segundo o Papa, pelo exercício da maternidade da Igreja, isto é, pelo exercício da misericórdia. “Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão… Por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, temos hoje poucas possibilidades de nos inserir em um mundo de ‘feridos’, que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor”. Nesse campo, há progressos a realizar: “Num hospital de campanha a emergência é curar as feridas”.

A outra dimensão é a empatia afetiva e a proximidade: “Eu gostaria que hoje nos perguntássemos todos: Somos ainda uma Igreja capaz de aquecer o coração?”.

2. A reforma da Igreja a partir da missão, e não da burocracia ou da ideologia

Verdadeiramente, o Papa defende “toda uma dinâmica de reforma das estruturas eclesiais” que se tornaram obsoletas. Mas, cuidado! A reforma deve ser feita a partir de um critério específico: a missão, e não a sofisticação administrativa… A “mudança das estruturas” (das caducas para as novas) não é “fruto de um estudo de organização do sistema funcional eclesiástico. (…) O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade”.

Encontramos aqui, na alocução do Papa Francisco aos bispos latino-americanos, uma reflexão de fundo que já é aquela de alguns bispos europeus, que apelam a uma verdadeira conversão pastoral, e que o Papa apresenta sob a forma de um verdadeiro exame de consciência. O Papa exorta a uma revolução pastoral mais que administrativa. O Papa denuncia o funcionalismo que “olha para a eficácia”, que se deixa fascinar pelas estatísticas e “reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma Ong”.

A partir daí, o Papa Francisco define as “tentações do discípulo missionário”, situando, como bom jesuíta, o desafio sob a perspectiva do discernimento, e, portanto, do combate espiritual contra “o espírito mau” que leva à “ideologização” da mensagem evangélica. Ele lista quatro desvios, agrupando dois a dois os extremos, progressistas e conservadores:

A redução socialista, “uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais”. Ela recobre os campos mais variados: do liberalismo de mercado às categorias marxistas;

A ideologização psicológica. Trata-se de uma aproximação “elitista” que reduz o encontro com Cristo a uma dinâmica de autoconhecimento, sem transcendência;

A proposta gnóstica, dos reformistas inspirados no “Iluminismo”. O Papa explicou que ele recebia, desde o começo do pontificado, cartas de fiéis, pedindo pelo “casamento dos sacerdotes e a ordenação das boas irmãs”, mas que a reforma necessária da Igreja, segundo ele, não se situa neste nível.

A proposta pelagiana, aqueles católicos que procuram “uma restauração de condutas e formas superadas” ou uma “segurança” doutrinal e disciplinar.

3. Dar vida à colegialidade com os leigos e a descentralização em relação a Roma

Francisco recorda a importante valorização dos leigos na missão: “Nós, Pastores Bispos e Presbíteros, temos consciência e convicção da missão dos fiéis e lhes damos a liberdade para irem discernindo, de acordo com o seu caminho de discípulos, a missão que o Senhor lhes confia? Apoiamo-los e acompanhamos, superando qualquer tentação de manipulação ou indevida submissão? Estamos sempre abertos para nos deixarmos interpelar pela busca do bem da Igreja e pela sua Missão no mundo?”. O Papa também pediu aos bispos para confiar no “talento” de seu rebanho “para encontrar novas rotas”. Ao diabo a autocracia: “O bispo deve guiar, o que não é o mesmo que dominar”.

Ecoando o que vem dizendo desde a sua eleição, o Papa denuncia o clericalismo: “Na maioria dos casos, trata-se de uma cumplicidade pecadora: o pároco clericaliza e o leigo lhe pede por favor que o clericalize, porque, no fundo, lhe resulta mais cômodo”.

Como solução, o Papa recorda a importância dos conselhos: “Tanto estes como os Conselhos paroquiais de Pastoral e de Assuntos Econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos Conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso”.

Ansiosamente aguardado sobre o tema da colegialidade entre bispos, Francisco reabilita a vitalidade local, em detrimento de uma abordagem centrada em Roma. Rompendo com a visão de seus predecessores, que desafiaram a autonomia das estruturas nacionais, o Papa Francisco valoriza as “Conferências Episcopais” como “um espaço vital”: “Faz falta, pois, uma progressiva valorização do elemento local e regional. Não é suficiente a burocracia central, mas é preciso fazer crescer a colegialidade e a solidariedade; será uma verdadeira riqueza para todos”.

Esta visão confirma a atitude de Francisco em sua vontade de realinhar o papado como serviço da unidade. Ele se considera primeiro como bispo, em vez de Papa, como ele lembrou várias vezes no Rio, seja aos jovens, seja aos bispos: “Eu gostaria de falar de bispo para bispo”, confidencia aos seus interlocutores do CELAM.

Não é mera coincidência se o Papa aborda, em sua “encíclica oculta”, questões de método de trabalho. Ele lembrou que o encontro dos bispos latino-americanos (CELAM), em Aparecida, em 2007, não foi construído a partir do método romano usado em outros encontros do CELAM, e em Sínodos Romanos, ou seja, o método do Instrumentum laboris. Com este jargão se denomina o documento que define o tom dos debates, cujo conteúdo tem a tendência de bloquear os debates subsequentes. O Papa implora por intercâmbios a partir de uma consulta às bases, sem esquemas pré-mastigados pela burocracia eclesial. Isto já foi uma exigência dos Padres do Concílio Vaticano II, em sua abertura.

4. Retomar o diálogo com o mundo atual

Sem rodeios, o Papa voltou aos fundamentos do Vaticano II, citando a famosa fórmula introdutória da Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.

Atento aos sinais dos tempos, o Papa evoca a questão da adaptação às “questões existenciais do homem de hoje, especialmente das novas gerações, prestando atenção à sua linguagem”, e leva em conta a existência de universos culturais extremamente diferentes; “Em uma mesma cidade, existem vários imaginários coletivos que configuram ‘diferentes cidades’”. O Papa insiste na consideração das “tribos”, que se reúnem por afinidades, das megalópoles: “Se continuarmos apenas com os parâmetros da ‘cultura de sempre’, fundamentalmente uma cultura de base rural, o resultado acabará anulando a força do Espírito Santo. Deus está em toda a parte: há que saber descobri-lo para poder anunciá-lo no idioma dessa cultura; e cada realidade, cada idioma tem um ritmo diferente”. Encontramos aqui a paixão jesuíta pela inculturação.

De acordo com o Papa Francisco, a missão é uma tensão permanente: “Não existe o discipulado missionário estático. O discípulo missionário não pode possuir-se a si mesmo; a sua imanência está em tensão para a transcendência do discipulado e para a transcendência da missão. Não admite a auto-referencialidade: ou refere-se a Jesus Cristo ou refere-se às pessoas a quem deve levar o anúncio dele. Sujeito que se transcende. Sujeito projetado para o encontro: o encontro com o Mestre (que nos unge discípulos) e o encontro com os homens que esperam o anúncio. (…) No anúncio evangélico, falar de ‘periferias existenciais’ descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um ‘descentrado’: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais”.

Para além da sua crítica sobre o medo “de deixar o centro”, o Papa questiona uma visão centrada no umbigo da Igreja católica: “Quando a Igreja se erige em ‘centro’, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG. Então, a Igreja pretende ter luz própria e deixa de ser aquele ‘mysterium lunae’ de que nos falavam os Santos Padres. Torna-se cada vez mais auto-referencial, e se enfraquece a sua necessidade de ser missionária. De ‘Instituição’ se transforma em ‘Obra’. Deixa de ser Esposa, para acabar sendo Administradora; de Servidora se transforma em ‘Controladora’. Aparecida quer uma Igreja Esposa, Mãe, Servidora, mais facilitadora da fé que controladora da fé”. A Igreja não é uma aduana, já disse em outra ocasião.

5. Aprender uma cultura da pobreza, da ternura e do encontro

Encontramos aqui as manias de Jorge Mario Bergoglio, que cutuca as “pastorais ‘distantes’, pastorais disciplinares que privilegiam os princípios, as condutas, os procedimentos organizacionais… obviamente sem proximidade, sem ternura, nem carinho. Ignora-se a ‘revolução da ternura’, que provocou a encarnação do Verbo. Há pastorais estruturadas com tal dose de distância que são incapazes de atingir o encontro: encontro com Jesus Cristo, encontro com os irmãos. Deste tipo de pastoral podemos, no máximo, esperar uma dimensão de proselitismo, mas nunca levam a alcançar a inserção nem a pertença eclesiais”.

Neste contexto, a conversão pastoral cabe ao próprio bispo, que deve ser um modelo: “Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham ‘psicologia de príncipes’. Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra”. O Papa mencionou claramente o carreirismo daqueles que buscam uma “promoção” para dioceses de maior prestígio.

O duro recado que o Papa Francisco passou aos Bispos

Leonardo Boff

Jean Mercier, um publicista frances, se deu conta da gravidade das palavras do Papa Francisco dirigidas aos bispos, arebiispos e cardeais reunidos no Rio por ocasião da Jornada Mundial da Juventudo. Foram as palavras mais duras que o Papa usou aqui. Infelizmente não foram comentadas pela imprensa, certamente, porque julga se tratar de asuntos internos da Igreja. De fato são, mas com repercussão enorme na vida pública, lá onde a Igreja se faz presente. Sei de fonte fidedigna, pois a pessoa estava presente, que um dos bispos conservadores com hábitos principescos, apenas comentou irritado:”que discuro ridículo, esse do Papa”. É bom relermos tal mensagem. Jean Mercier nos fez o favor de dar-lhe relevância, coisa que fiz en pessant nos meus artigos. Publicou sua matéria la revista La Vie  sob o título A encíclica oculta dFrancisco no Rio e traduzida para o portugues pelo IHU de 9 de agosto…

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Cautionary Security Missive for Twitter Users

Live to Write - Write to Live

lock it downIf you’re a Twitter user, you might be interested to know that there has been potential hack on Twitter that may put more than 15,000 Twitter accounts at risk. Though Twitter says their system has not been compromised, I’m more of a “better safe than sorry” gal, so I’ve already taken the advice in this helpful post from my friend Shelly Kramer: Twitter Users: Revoke and Reestablish Third Party App Access Now.

If you tweet, it’s likely that you have granted various apps access to your account via the Twitter API. Each time you do this, the system generates an OAuth permission. The hack in question seems to have possibly gained access to this information, which could wreak havoc in a number of ways. By revoking the reestablishing each app’s access, you force the system to create a new OAuth permission. It’s kind of like changing your password (which…

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El Valenciano. Benjamín González Oregel

LOS ALREDEDORES

Puebleando El Valenciano

BENJAMÍN GONZÁLEZ OREGEL

 

Tranquila y limpia población de la Ciénega

El Valenciano, Mpio. de Ixtlán, Mich.–  En el origen del nombre de esta población, El Valenciano, se encuentran 2 versiones. La primera da cuenta  que, el nombre, se originó en una hacienda que Francisco Velarde de la Mora, El Burro de Oro, llamada La Valenciana, poseía en Guanajuato. La segunda tiene que ver con el origen de los ancestros de tan célebre personaje, quienes habrían nacido en Valencia. Y en honor a esa provincia, tuvo a bien bautizar la hacienda.

Este rincón del municipio de Ixtlán de los Hervores, hoy luce un rostro nada despreciable, enmarcado en la parte oriental de la Ciénega de Chapala, aunque recargado en un macizo montañoso que lo separa y oculta  –amplio valle de por medio–  de viajeros que transitan sobre la carretera que une a Zamora, Michoacán, con La…

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ANÁLISIS A FONDO. J. Francisco Gómez Maza. ESTADO DE SITIO

Manlio Fabio Beltrones Rivera

Manlio Fabio Beltrones Rivera (Photo credit: Wikipedia)

Elba Esther Gordillo

Elba Esther Gordillo (Photo credit: Wikipedia)

Mie 21-08-13

Francisco Gómez Maza

Análisis a Fondo: Estado de Sitio

·         Una confrontación anunciada

·         El pretexto, la reforma educativa

Ayer quedó paralizado el Poder Legislativo. Lo pusieron en jaque y anularon los maestros disidentes del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Educación (SNTE), agrupados en la Coordinadora (CNTE), quienes declararon Estado de Sitio a la Cámara de Diputados.

Estaba previsto en la agenda legislativa la celebración del Pleno en el búnquer de San Lázaro, para el segundo periodo extraordinario (21-23), en cuya orden del día estaban las leyes secundarias de la reforma educativa.

En la Gaceta Parlamentaria aparecía programada la discusión de la Ley del Servicio Profesional Docente, la causa del malestar del magisterio agremiado en la CNTE, opositora al sindicato de maestros que comandaba la profesora Elba Esther Gordillo.

Pero metidos en un callejón sin salida, bajo la presión de los sitiadores, los jefes de los legisladores dieron un paso atrás y cambiaron la agenda; borraron la publicación en la Gaceta. No se tocaría y menos aprobaría la Ley del Servicio Profesional Docente.

Mas, daban las 17 horas, el miércoles, y la asamblea de diputados no se instalaba en ningún sitio alterno, y menos en el Salón de Sesiones. Los coordinadores parlamentarios del PRI y el PRD, Manlio Fabio Beltrones y Silvano Aureoles Conejo (nunca supimos si también Villarreal, del PAN), no lograron ablandar a los maestros, que decidieron quedarse plantados en todas las puertas del complejo legislativo, “por tiempo indefinido”.

El primer cuadro de la ciudad fue ayer un caos. Problemas de circulación de vehículos en Paseo de la Reforma (El Senado esta en Reforma e Insurgentes), la principal avenida de la ciudad, y en el entorno urbano de la Cámara de Diputados, muy cerca de Palacio Nacional.

La orden del día de la Asamblea quedó archivada hasta anoche. Si consiguen un sitio alterno, en el que quepan 500 curules, más todo el personal del servicio de la Cámara, hoy jueves podría abrirse el periodo extra, pero sólo para “debatir” y aprobar la Ley del Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación y la Ley General de Educación., que no significan mayores problemas para la disidencia magisterial, y otros asuntos menos sensibles.

La Cámara de Diputados seguía cerrada al momento de redactar esta nota. Los trabajadores de la CNTE no sabían, o no estaban enterados, de que, desde el martes, a raíz de su visita a San Lázaro, la Junta de Coordinación Política pidió a la Presidencia de la Cámara (Arroyo Vieyra) esperar el dictamen que tiene que ver con el Servicio Profesional Docente “hasta que no se tuviesen las condiciones”. Pero si no los reprime la policía, los sitiadores estarán ahí el resto de la semana.

Imposible que sólo quieran certeza de que no habrá “madruguete”. En el fondo, el objetivo de los líderes es hacer bulla. Mostrar poder ante el gobierno. No van a Los Pinos porque está blindada por soldados del Estado Mayor Presidencial, apoyados por elementos de la Policía Federal.

Pero entonces, quién está detrás de la CNTE. No están sólo guerrilleros del EPR. Ni gobernadores perredistas. Ni López Obrador. Ni mucho menos algún político en desgracia que quiera fastidiar a Peña Nieto. (¿O sí?). ¿Estará el mismísimo demonio de Elba Esther?

fgomezmaza@analisisafondo.com

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Francisco Gómez Maza

How to be a freelance writer – 5 tools for smart planning and time management: Part 1

Live to Write - Write to Live

roaring lion

“How do you get so much done?” is a question I hear from friends, colleagues, and clients pretty frequently. I don’t say this to brag. Like every other successful freelance writer I know, I hustle. I make hay while the sun shines. I burn the midnight oil (and, sometimes the candle at both ends). I get stuff done because I have to. (A deadline is a great motivator.)

What I do is not magic. I’m not an incredibly fast writer, nor have I figured out how to survive without sleep. (If you crack that mystery, please let me know.) What I do have is a system and some basic project management skills. Today, I want to share them with you because if I can help even one working writer reduce the chaos and tame the stress, it’ll make my day.

In my two-part series on the secrets of successful freelance…

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PELIGRAN LAS REFORMAS. Salvador Flores LLamas

English: Seen from the main facada of the ex-C...

English: Seen from the main facada of the ex-Convent of Santo Domingo de Guzmán, in Oaxaca city, Oaxaca, Mexico. Español: Panorama de la fachada principal del ex-Convento de Santo Domingo de Guzmán, en la ciudad de Oaxaca de Juárez, México. (Photo credit: Wikipedia)

 

Español: Monumento a la Revolución (parte post...

Español: Monumento a la Revolución (parte posterior), Ciudad de México. (Photo credit: Wikipedia)

A c e n t o

Peligran las reformas

SALVADOR  FLORES  LLAMAS

Los destrozos de la CNTE en la Cámara de diputados, sus plantones en los cruceros de tránsito más importantes del DF y el Zócalo y que tengan a 2.7 millones de niños sin clases en Oaxaca, Michoacán y Tabasco claramente indica que no prosperarán las reformas estratégicas, si el gobierno no frena a esos delincuentes.

Unos 100 maistros forzaron una puerta del Palacio Legislativo, golpearon a vigilantes, rompieron cristales, poncharon llantas de vehículos, incendiaron uno, y la indignación popular va in crescendo, pues los capitalinos somos de nuevo rehenes de esos pseudolíderes, que gozan de total impunidad, por lo visto.

Rubén Núñez, líder oaxaqueño de la horda que asuela la Ciudad de México, salió con la peregrina disculpa de que vándalos encapuchados infiltrados, fueron quienes causaron los destrozos en San Lázaro la noche del lunes, y que ellos no pueden ser culpados.

Puede que la autoridad responsable les crea más que a los funcionarios de la Cámara, si éstos presentan la denuncia que anunciaban al redactar este comentario, pues está visto que los criminales tienen más garantías aquí que quienes actúan dentro de la ley.

En manera alguna se acepta que, para que los escuche el Poder Legislativo, sin antes solicitar audiencia, esos vándalos invadieran su sede cuando aún sesionaba la Comisión de Puntos Constitucionales a media noche (milagro?)

Ayer golpearon a reporteros y, de no frenarlos, se les otorgará patente de corso para que invadan en cuanta dependencia deseen ser escuchados.

Que conste, los hechos punibles son sólo porque los profes dizque desean que sus peticiones se incorporen a la discusión de las leyes secundarias de la Reforma Educativa.

Hicieron cosas peores los de la CNTE en Chilpancingo, so pretexto de que el Congreso local aprobara una reforma educativa a su gusto, contraria a la federal. Vandalizaron la sede de dicho congreso, de partidos políticos y más edificios públicos y bloquearon cuantas veces les vino en gana la Autopista del Sol en plenas vacaciones de semana santa. Y no les pasó nada.

Marcharon incluso con grupos de policías comunitarias armadas. Todo se les permitió, cuando era tiempo preciso para ponerles un alto; pero mejor se les incitó a seguir con sus tropelías, como hicieron luego en Michoacán y Oaxaca e instalaron su plantón al zócalo capitalino.

Es más, en Guerrero se dictaron órdenes de aprehensión y se capturó a 4 líderes, pero se les liberó para que continuaran su cadena delictiva.

Guerrero, Oaxaca y Michoacán son testigos de que nada se gana al negociar con ellos, pues al lograr liberar a sus compinches, olvidan los compromisos contraidos y se burlan de las autoridades municipales, estatales y federales.

Hoy estamos sólo ante protestas por la Reforma Educativa. Pero está visto y repetido hasta la saciedad que son sólo ensayos para la desestabilización nacional contra le Reforma Energética y la Hacendaria, que están en puerta.

O los frenan, o mejor que diputados y senadores ni se molesten en discutir tales reformas, pues es palpable la facilidad –y hasta ahora impunidad- con que irrumpieron en San Lázaro. No han querido hacerlo con el Senado, mas sí lo han copado exteriormente en varias ocasiones.

Perdonará el lector la insistencia sobre el tema, ante la contumaz conducta delictiva de estos criminales, a quienes se les permite se pasen las leyes y seguridad de los mexicanos por el arco del Monumento a la Revolución.     

 

 

ANÁLISIS A FONDO. J. Francisco Gómez Maza. ALGO ESTÁ PODRIDO

English: Museum of the Secretariat of Finance ...

English: Museum of the Secretariat of Finance and Public Credit on Moneda Street near the Zocalo in the Centro of Mexico City (Photo credit: Wikipedia)

English: Hallway dedicated to the site of the ...

English: Hallway dedicated to the site of the Museum of the SHCP, displaying pre-hispanic artifacts found at the site. (Photo credit: Wikipedia)

Mar 20-08-13

Francisco Gómez Maza

Análisis a Fondo: Algo está podrido…

·         La carreta atascada

·         Economía cangrejera

English: Interior patio of the SHCP Museum in ...

English: Interior patio of the SHCP Museum in Mexico City (Photo credit: Wikipedia)


Duele decirlo, pero es la verdad. Algo está podrido en Dinamarca, como dice el Príncipe Hamlet. Y no hay que culpar a la volatilidad de la economía mundial, ni a la debilidad de los mercados externos. Esto sería un pretexto fácil. Sería asumir la actitud muy mexicana ante una colisión callejera: “Es que me chocaron”. La verdad es que las autoridades son las responsables del fracaso, porque son ellas las obligadas a crear un clima de confianza para que la economía marche, independientemente de que el vecino esté moqueando.

Pesado el fardo que está cargando el presidente Peña Nieto. En ocho meses no ha visto resultados positivos reales. Al contrario, el aparato productivo marcha hacia el abismo, y de ribete se confronta con una oposición férrea ante su iniciativa de reformar la Constitución para dar cabida a los extranjeros en la operación de Petróleos Mexicanos.

La verdad es que, como lo asegura Carlos Slim Helu, para que la economía mexicana crezca no al 6, que sería lo ideal, sino al 5 por ciento y cree más empleos, se requieren inversiones de cuando menos 340 mil millones de dólares.  Y una confianza de los agentes económicos a prueba de balas. En las condiciones actuales, nadie garantiza que Pemex y la economía mexicana se modernizarán, serán más productivos, más competitivos, abriendo a la petrolera a las inversiones extranjeras.

Falta el ingrediente fundamental: la confianza. Y ésta la han ido perdiendo vertiginosamente millones de mexicanos y la mayoría de los agentes económicos, que le están apostando a los cambios estructurales como un último recurso, ante la acelerada declinación de la economía.

La propia Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP) reconoció ayer el fracaso de la política económica  – el gasto público no ha servido de mucho para reactivar la producción de bienes y servicios –. Hacienda dio a conocer un recorte de su estimación de crecimiento para 2013, de 3.1% a 1.8%. En los límites del peligro mortal.

Fue enviado a proporcionar la información, y a dar explicaciones, el subsecretario Fernando Aportela – le tocaba al secretario Videgaray Caso, pues el tema no es menor -: “La baja también responde a una tendencia mundial, en la que varias economías han tenido que recortar sus pronósticos este año”. Sólo una verdad a medias. La verdad verdadera es que los rectores de la economía no han sabido cómo darle confianza a los agentes económicos, y estos se mueven, aquí y en China, por las expectativas negativas o positivas. Como en la bolsa de valores.

Gerardo Gutiérrez Candiani, mandamás del Consejo Coordinador Empresarial – la cúpula de cúpulas -, manifestó la preocupación del sector de los grandes empresarios, y propuso concertar, por urgencia, un programa de reactivación económica. “Una alianza de acciones emergentes para el crecimiento”, acciones contracíclicas, mayor inversión pública e incentivos para incrementar la inversión privada, y agilizar proyectos de infraestructura estratégicos, con una política industrial más activa. La máxima cúpula empresarial entregó al Presidente de la República un paquete de propuestas puntuales, que complementa el decálogo de medidas para incentivar el mercado interno, que el CCE propuso recientemente al Consejo Rector del Pacto por México.

Los patrones proponen a Peña Nieto medidas en áreas como apertura y desarrollo de empresas y fomento a la inversión, cadenas de valor, capital humano, desarrollo de vocaciones productivas y polos de competitividad, transporte y logística, crédito y abasto energético y de insumos, mejora regulatoria y otros.

Para acelerar los trabajos, Candiani propuso un programa integral de desarrollo e inversiones para la región sur-sureste, que daría frutos con la creación de un Corredor Multimodal Transístmico, instituir los presupuestos púbicos multianuales para proyectos prioritarios, y un Plan Estratégico de Infraestructura en telecomunicaciones. Vaya pues. Una historia repetida contracíclicamente.

fgomezmaza@analisisafondo.com

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Francisco Gómez Maza