ANÁLISIS A FONDO. J. Francisco Gómez Maza. LAS REFORMAS, MIEL SOBRE OJUELAS

Español: Constitución de Cádiz 1812. Frontipic...

Español: Constitución de Cádiz 1812. Frontipicio de la Constitución de Cádiz, 1812. Archivo del Congreso de los Diputados. Madrid. Fuente: Memoria de las revoluciones en México N°5 (2009) ISBN 978-607-7748-04-5 (Photo credit: Wikipedia)

Jue
08-08-13

Francisco
Gómez Maza

Análisis
a Fondo: Las reformas, miel sobre hojuelas

·
Transparencia
y sistema financiero

·
Listos
los diputados para otro extra

Pero
que vamos de gane, claro que vamos; tenemos al Congreso “a favor de México”,
para “Mover a México”, podrían estar festejando los equiperos de la residencia
presidencial de Los Pinos. Con los diputados y los senadores, todo es miel
sobre hojuelas. Pronto se tendrán “las reformas estructurales que el país
necesita”. Ya falta poquito.

Los
grandes entre los grandes de la Asamblea de los diputados – la Junta de
Coordinación Política de la Cámara – se reunirán el martes venidero, para
acordar la agenda que discutirán y aprobarán en el segundo periodo extra
agendado ya para el lapso del 21 al 23 de este mes.

Asuntos
como los dictámenes de las reformas al Instituto Federal de Acceso a la
Información (IFAI) – que ya pasó con la aprobación del Senado desde diciembre
pasado – y de los cambios al sistema financiero, quedarán aprobadas a más
tardar este mismo martes por las Comisiones Unidas de Puntos Constitucionales,
Transparencia y Anticorrupción y Régimen, Reglamentos y Prácticas
Parlamentarias.

Lo
aseguró ya, terminantemente, Don Beltrone, y es cierto porque el sonorense es
la voz de dios en el rebaño legislativo, y cuando habla es que todo está ya
“planchado”, acordado, digan lo que digan los demás, que los demás son
únicamente el michoacano Silvano Aureoles Conejo y el albiceleste Luis Alberto
Villarreal. Que podrán decir misa.

El
“desacuerdo” (más bien el disentimiento) del miércoles entre los coordinadores
legislativos – PRI, PAN y PRD – es desacuerdo de lo pasado. Podrán manifestarse
como que están confrontados, pero esta actitud será sólo mediática, como para
que se vea que en el poder legislativo hay “democracia”, pero a la hora de los
plenos se impondrán los acuerdos a favor de Peña Nieto, que es lo mismo que “a
favor de México”.

Otro
asunto de prioridad presidencial es el de la aprobación de las 13 iniciativas,
que reforman 34 ordenamientos jurídicos (Reforma Financiera). que el presidente
Enrique Peña Nieto inició,  como una de
las primeras propuestas consensadas en el seno del Consejo Rector del Pacto por
México, ante la Comisión Permanente del Congreso de la Unión, el 15 de mayo
Éstas están en el “debate” y la “discusión” de los miembros de las comisiones unidas
de Hacienda y Crédito Público y de Justicia, de la Cámara de Diputados, y por
lo dicho por el Don serán aprobadas la próxima semana para que entren al pleno
en el segundo periodo extraordinario.

El
coordinador del PAN y presidente de la Junta de Coordinación Política, Luis
Alberto Villarreal, adelantó que, además del segundo extraordinario, podría
celebrarse un tercero antes de que se abra el segundo año de sesiones, el
primero de septiembre, “para desahogar temas de la mayor importancia para el
país”.

Para
ese tercer periodo extraordinario, podría quedar agendada la reforma electoral,
que los diputados analizarían conjuntamente con la reforma política.

Y
la bomba. El ícono de los desvelos de Peña Nieto: la reforma petrolera (la
iniciativa de reforma energética), que ya quedó amarrada para que el jefe del
poder ejecutivo la presente este miércoles 14 ante la Comisión Permanente.

Don
Beltrone está segurísimo de que no habrá ninguna bronca en el proceso de “modernizar”
a Pemex. No será aprobada esta iniciativa, sino hasta el periodo ordinario que
se abrirá el primero de septiembre.

Del
pataleo de Andrés Manuel, sólo queda en eso: en pataleo. El de Villa Juárez lo calificó
de “propuestas demagógicas que sólo tratan de evitar cualquier cambio en
México”. El PAN está alineado. El otro sonorense, ex guerrillero, también, porque
recibe órdenes del Chucho mayor. Y éste nació alineado.

fgomezmaza@analisisafondo.com

www.analisisafondo.com

 

Francisco Gómez Maza

At Hollywood Improv, @bengleib killing it

At Hollywood Improv, @bengleib killing it.

vía At Hollywood Improv, @bengleib killing it.

O que é e o que nao é sustentabilidade segundo F. Capra. Leonardo Boff

English: Făgăraş Mountains, Romania - Lake Capra

English: Făgăraş Mountains, Romania – Lake Capra (Photo credit: Wikipedia)

O que é e o que não é sustentabilidade segundo F. Capra

10/08/2013

FRITJOF CAPRA é um dos pensadores mais importantes no campo da ecologia entendida como novo paradigma. Amigo e interlocutor, juntos temos acompanhado o grande projeto CULTIVANDO AGUA BOA da Itaupu Binacional que ele considera como um dos experimentos ecológicos mais bem sucedidos do mundo. Ofereceu-se para escrever o prefádio do livro que escrevi com o pedagogo/cosmólogo Mark Hathway, O Tao da Libertação:explorando a ecologia da transformação, Vozes 2012. Publicamos aqui o resumo desta conferencia dada no Brasil nos inicios de julho  porque esclarece este conceito tão usado e tão mal compreendido: sustentabilidade. Seus livros  ‘O Tao da Física’ e ‘Teia da Vida’ são fundamentais para entender as posições mais avançadas e cientificamente mais bem fundadas da ecologia. A reportagem foi publicada no site Carbono Brasil, 08-08-2013 e no IHU de 10/08/2013: Lboff

****************************

Começa Capra dizendo que conceito de sustentabilidade, que tem assumido diversas formas desde a sua concepção na década de 1980.

“Não é o que os economistas gostam de falar – sobre crescimento econômico e vantagens competitivas”, colocou. “Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias, e estruturas físicas não interfiram na capacidade da natureza de sustentar a vida. Devemos respeitar e viver de acordo com isto”.

Os primeiros passos para tal seriam entender como a natureza sustenta a vida, isso envolve toda uma nova compreensão ecológica, um pensamento sistêmico, explica Capra.

“Não podemos mais enxergar o universo como uma máquina, composta de blocos elementares. Descobrimos que o mundo material é principalmente uma rede inseparável de relações. O planeta é um sistema vivo e auto-regulado. A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa.”

Nesta nova ênfase na complexidade, as redes são o padrão básico da organização dos seres vivos. Os ecossistemas são uma rede de organismos, por exemplo. Para compreender as redes, Capra explica que precisamos pensar em termos de relacionamentos, de padrões.

“Isto é o pensamento sistêmico. É compreender que a natureza tem sustentado a ‘Teia da Vida’ por milhões de anos e que para isto são necessários ecossistemas e não apenas organismos ou espécies.”

Alfabetização Ecológica

Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade vai depender da nossa capacidade de entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles, ressalta o físico. Isso significa que a alfabetização ecológica precisa se tornar um campo crítico para políticos, lideres empresariais e profissionais de todas as áreas, além de ser a parte mais importante da educação em todos os níveis.

“Quando pensamos sobre os maiores problemas, o surpreendente é que estão interconectados. Não temos apenas uma crise econômica, ou ecológica, ou de pobreza, ou financeira, elas estão todas conectadas. Esses problemas não podem ser compreendidos isoladamente. São sistêmicos, interdependentes e precisam de soluções correspondentes”.

Capra elogiou o Programa Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Energia, classificando a iniciativa como um “exemplo muito bonito de solução sistêmica”.

“Analisando os problemas atuais dessa forma sistêmica, podemos constatar que a questão subjacente é a ilusão que o crescimento infinito pode continuar em um planeta finito. Os economistas, com o seu pensamento linear, parecem não entender”, lamenta o físico.

“Nosso sistema econômico é movido pela ganância e pelo materialismo, pensando que não há limites. Isto resulta nas diferenças imensas entre o preço de mercado e o verdadeiro custo, como é visto com os combustíveis fósseis. Ouvimos sobre o gás de xisto e o novo processo de ‘fracking’ – ouvimos que é muito barato, mas o fato é que devasta o ambiente e é tóxico para as pessoas (..) O pensamento linear leva a concluir que o xisto é muito barato, mas se pensarmos nisso sistemicamente, ele é muito caro e perigoso”, explica Capra.

“No centro da economia global está uma rede de crescimento financeiro, criado sem qualquer enquadramento ético. Hoje, se você é especulador pode investir em qualquer projeto ao redor do mundo e computadores levam uma fração de segundo para movimentar dinheiro. O único critério é lucrar (..) não há critérios éticos envolvidos nesta economia global. Exclusão social e desigualdades são elementos inerentes desta globalização.”

O crescimento indiscriminado é na verdade “uma doença”, nota, completando que o desafio elementar é como mudar do crescimento ilimitado para um sistema ecologicamente sustentável e socialmente justo.

Crescimento qualitativo

Para Capra, o crescimento zero não é a resposta, pois crescer é uma característica central da vida.

“Na natureza o crescimento não é linear e ilimitado. Em um ecossistema, uns crescem mais, outros declinam e assim reciclam seus componentes, que se tornam recursos para um novo crescimento. Há um crescimento multifacetado, qualitativo, que contrasta com o quantitativo pregado atualmente por economistas”.

Assim como outros grandes pensadores, Capra questiona o uso preponderante Produto Interno Bruto (PIB) para medir a saúde dos países.

Custos sociais como acidentes, guerras, mitigação e cuidados com a saúde são adicionados e aumentam o PIB e o fato que o seu crescimento pode ser patológico raramente é citado por economistas, alerta.

“Esse reconhecimento da falácia do crescimento econômico é essencial. É o primeiro passo para superar a atual crise econômica global (..) Grande parte do que se chama de ‘crescimento’ é lixo e destruição.”

O verdadeiro crescimento, explica, melhora a qualidade de vida e aumenta a sua complexidade, sofisticação e maturidade.

“Isto faz parte de uma mudança de paradigma de quantidade para qualidade. O crescimento qualitativo é consistente com a nova concepção científica da vida”, explica. “Não se pode medir a natureza de um sistema complexo, como os ecossistemas, a sociedade ou a economia, em termos puramente quantitativos.”

Para Capra, a qualidade não pode ser agregada em um único número. “Então, como seria possível promover o crescimento qualitativo? Definitivamente não através do PIB”.

“Precisamos distinguir o bom do ruim para que os recursos naturais presos a processos ruins possam ser direcionados para os eficientes e sustentáveis”, comentou. “O crescimento ruim é aquele que gera externalidades ambientais, econômicas e sociais e o bom envolve processos produtivos mais eficientes, que usam energias renováveis, têm emissões zero, reciclam, restauram ecossistemas e a apoiam as comunidades locais.”

Construindo a qualidade

Entender as conectividades dos nossos problemas globais e reconhecer soluções sistêmicas é a primeira lição para construir a qualidade que precisamos hoje para a liderança global, segundo Capra. Outra lição seria a construção de um ‘senso moral’.

A perspectiva sistêmica mostra que dois problemas urgentes, a desigualdade econômica e as mudanças climáticas, resultam da estrutura econômica e corporativa global que não têm ‘senso moral’, nota.

Um exemplo disso são as conclusões de um estudo de 2012 apontando que os ricos globais somam juntos até US$ 32 trilhões. “Se eles tivessem um senso moral e pagassem seus impostos não haveria mais crise. Haveria dinheiro suficiente”, ressaltou Capra.

Outro exemplo citado pelo físico se volta para as conclusões inequívocas da ciência sobre as mudanças climáticas e a necessidade das empresas que exploram combustíveis fósseis de abandonar os planos de exploração de 80% das reservas contabilizadas em seus ativos.

“Elas estão dispostas a fazer isso? As empresas precisam se perguntar: o meu modelo de negócios inclui a destruição do planeta? Ou tem uma alternativa moral?”

Liderança e o Brasil

“Hoje temos conhecimento e tecnologia para a transição para um futuro sustentável, não precisamos dos perigos da energia nuclear e nem de gás de xisto. Podemos ir além dos combustíveis fosseis”, defendeu Capra.

“Precisamos de vontade política e liderança (..) O que em tempos estáveis é diferente do que em tempos de crise ambiental e econômica, que é o que temos hoje. A maioria dos problemas são globais, apesar da demanda por lideranças em nível regional e corporativo, precisamos também de lideranças em nível global”.

Capra ressalta que na atual crise global, o Brasil e a Alemanha estão melhor posicionados do que a maioria dos países.

Ele comentou que nos Estados Unidos, Barack Obama foi eleito com grandes esperanças, mas sucumbiu ao sistema corrupto, e no fim, a riqueza dos pobres está sendo sistematicamente repassada para os ricos. Porém, ele acredita que no Brasil a situação está melhor, apesar da população não estar satisfeita.

“Programas como o Bolsa Família e o Fome Zero reduziram a desigualdade econômica ao retirar milhões de pessoas da pobreza, mas mesmo assim muitos problemas de desigualdade e corrupção permanecem e ainda há muito trabalho a ser feito.”

“O Brasil pode ser um líder global”, ressaltou após assistir apresentações sobre o Programa Água Boa e sobre as ações de sustentabilidade previstas para a Copa de 2014. “Estes são ótimos exemplos de liderança global que precisam ser divulgados. O que pode acontecer no ano que vem, já que todo o mundo vai olhar para o Brasil”.