ANÁLISIS A FONDO. J. Francisco Gómez Maza. PAPA FRANCISCO, ¿LA RUPTURA?

Jue 25-07-13

Francisco Gómez Maza

Análisis a Fondo: Papa Francisco, ¿la ruptura?

·         Francisco y la Teología de la Liberación

·         Una fuerte reclamo a la clase política

Aparecida catedral (extract)

Aparecida catedral (extract) (Photo credit: Wikipedia)


El primer viaje del Papa Francisco, en su pontificado apenas inaugurado hace 4 meses y medio, va dando esperanza a muchos católicos y no católicos liberacionistas. Elige a Brasil, el mayor crisol de las contradicciones económicas, sociales y “religiosas”, para emitir una serie de contramensajes que implican una ruptura con el conservadurismo clerical, aliado del poder económico y manipulador de la conciencia de millones de fieles, en asuntos tan sensibles como el aborto, el sexo, el matrimonio entre parejas del mismo sexo, la eutanasia, la pedofilia, la pederastia, el machismo masculino y femenino, entre otros asuntos.

Pero por ahora, en Brasil, en la favela, donde se materializa el egoísmo humano, la injusticia, la ausencia de solidaridad y de compasión, Francisco ha dado mensajes políticamente incorrectos, como el nombre del programa de mi amiga Nora Patricia Jara.

Pese al explicable agnosticismo de ciertos núcleos de opinión de pastoralistas progresistas, el Pontífice envía mensajes antiinstitucionales, desacralizadores de lo que los papas conservadores han consagrado. Símbolismos, como no vivir en la habitación del rey, en el Vaticano; de no calzar las bizantinas zapatillas rojas tachonadas de piedras preciosas del pontífice, o los fastuosos ornamentos papales, o viajar en el urbano o en el Subterráneo, entre otros, se han extendido a Brasil, tierra de clérigos muy progresistas y por tanto condenados por Roma.

En Brasil, en Río de Janeiro, en Sao Paulo, pero sobre todo en Aparecida, Francisco reconcilia con su presencia y su palabra a la estructura clerical de la Santa Roma con la teología de los pobres (Aparecida fue la sede de la asamblea del Consejo Episcopal Latinoamericano en 2007, en donde los obispos del subcontinente se comprometieron a trabajar específicamente con los pobres, y el cardenal Jorge Bergoglio fue el jefe redactor del Documento en donde los obispos plasmaron sus compromisos).

Ahí, con su sola presencia, el Papa reconcilia a la Santa Inquisición de Benedicto XVI con la Teología de la Liberación, hija del teólogo peruano Gustavo Gutiérrez y los teólogos brasileños, perseguida por los papas y especialmente por su antecesor, Ratzinger (Benedicto XVI).

Algunos podrán afirmar que la actitud del Papa es meramente mediática y que no se sustenta en la congruencia evangélica. Es posible. Pero el escribidor escribe de lo que mirando y oye. Y es reveladora de un cambio verdadero la sola presencia papal en el Brasil de las más hirientes contradicciones, y en un momento, cuando cientos de miles de jóvenes manifiestan su inconformidad no con una dictadura, sino con un gobierno progresista, emanado de los movimientos de los trabajadores y de las mazmorras de la dictadura de los años 70.

El viaje de Francisco aparece así inspirado en los compromisos de Aparecida, cuya abuela es la Teología de la Liberación. Propone una espiritualidad solidaria, comprometida en la construcción ya no de una sociedad justa, sino de una sociedad de la compasión, de la solidaridad, del amor. No me gusta la palabra Revolución, porque está más prostituida que un político. Pero después de la visita papal, la clerecía latinoamericana entrará en una crisis no sólo política sino de identidad.

Y la clase política latinomericana (por supuesto, la mexicana) quedará al desnudo, descubierta en su más íntima perversidad, luego de una lección rupturista ¡y venida de un liderazgo espiritual que rompe con sus propios abusos y costumbres!

fgomezmaza@analisisafondo.com

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Francisco Gómez Maza

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O que o Papa Francisco trouxe até agora de novo. Leonardo Boff

O que o Papa Francisco trouxe até agora de novo

26/07/2013

          É arriscado fazer um balanço do pontificado de Francisco pois o tempo decorrido não é suficiente para termos uma visão de conjunto. Numa espécie de leitura de cego que capta apenas os pontos relevantes, poderíamos elencar  alguns pontos.

1.Do inverno ecclesial à primavera: saimos de dois pontificados que se caracterizaram pela volta à grande disciplina e pelo controle das doutrinas. Tal estratégia criou uma espécie de inverno que congelou muitas iniciativas. Com o Papa Francisco, vindo de fora da velha cristandade européia, do Terceiro Mundo, trouxe esperança, alívio, alegria de viver e pensar a fé crista. A Igreja voltou a ser um lar espiritual.

         2.De uma fortaleza à uma casa aberta: Os dois Papas anteriores passaram a impressão de que a Igreja era uma fortaleza, cercada de inimigos contra os quais devíamos nos defender, especialmente o relativismo, a modernidade e a pós-modernidade. O Papa Francisco disse claramente: “quem se aproxima da Igreja deve encontrar as portas abertas e não fiscais da afândega da fé; “é melhor uma Igreja acidentada porque foi à rua do que uma Igreja doente e asfixiada porque ficou dentro do templo”. Portanto mais confiança que medo.

         3.De Papa a bispo de Roma: Todos os Pontífices anteriores se entendiam como Papas da Igreja universal, portadores do supremo poder sobre todos as demais igrejas e fiéis. Francisco prefrere se chamar bispo de Roma, resgatando a memória mais antiga da Igreja. Quer presidir na caridade e não pelo direito canônico, sendo apenas o primeiro entre iguais. Recusa o título de Sua Santidade, pois diz que “somos todos irmãos e irmãs”. Despojou-se de todos os títulos de poder e honra. O novo Anuário Pontifício que acaba de sair  cuja página inicial deveria trazer o nome do Papa com todos os títulos, agora aparece apenas assim: Francesco, bispo de Roma.

         4.Do palácio à hospedaria: O nome Francisco é mais que nome; sinaliza um outro projeto de Igreja na linha de São Francisco de Assis: “uma Igreja pobre para os pobres” como disse, humilde, simples, com “cheiro de ovelhas” e não de flores de altar. Por isso deixou o palácio  papal e foi morar numa hospedaria, num quarto simples e comendo junto com os demais hóspedes.

         5.Da doutrina à prática: Não se apresenta como doutor mas como pastor. Fala a partir da prática, do sofrimento humano, da fome do mundo, dos imigrados da África, chegados à ilha de Lampedusa. Denuncia o fetichismo do dinheiro e o sistema financeiro mundial que martiriza inteiros países. Desta postura resgata as principais intuições da teologia da libertação, sem precisar citar o nome. Diz:”atualmente, se um cristão não é revolucionário, não é cristão; deve ser revolucionário da graça”. E continua:”é uma obrigação para o cristão envolver-se na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade”. E disse à Presidenta Cristina Kirchner:”é a primeira vez que temos um Papa peronista” pois nunca escondeu sua predileção pelo peronismo. Os Papas anteriores colocavam a política sob suspeita, alegando a eventual ideologização da fé.

         6.Da exclusividade à inclusão: Os Papas anteriores enfatizaram, especialmento Bento XVI a exclusividade da Igreja Católica, a única herdeira de Cristo fora da qual corre-se risco de perdição. O Francisco, bispo de Roma, prefere o diálogo entre as Igrejas numa perspectiva de inclusão, também com as demais religiões no sentido de reforçar a paz mundial.

         7. Da Igreja ao mundo: Os Papas anteriores davam centralidade à Igreja reforçando suas instituições e doutrinas. O Papa Francisco coloca o mundo, os pobres,  a proteção da Terra e o cuidado pela vida como as questões axiais. A questão é: como as Igrejas ajudam a salvaguardar a vitalidade da Terra e o futuro da vida?

         Como se depreende, são novos ares, nova música, novas palavras para velhos problemas que nos permitem pensar numa nova primavera da Igreja.

Leonardo Boff é teólogo e autor de Francisco de Assis e Francisco de Roma, Editora Mar de Ideias, Rio 2013.

Português:

Português: (Photo credit: Wikipedia)

El Papa de la libertad de espíritu y de la razón cordial. Leonardo Boff

Português: A ministra-chefe da Casa Civil, Dil...

Português: A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em entrevista na Base Aérea,após embarque do presidente Lula para uma viagem de nove dias a três países (Photo credit: Wikipedia)

Papa with Mr/Mrs Wheatly and Otis

Papa with Mr/Mrs Wheatly and Otis (Photo credit: Robert of Fairfax)

En español más abajo. 

O Papa da liberdade de espírito e da razão cordial

2013-07-26

Uma das maiores conquistas da pessoa humana em seu processo de individuação é a liberdade de espírito. Liberdade de espírito é a capacidade de ser ser duplamente livre: livre das injunções, regras, normas e protocolos que foram inventados pela sociedade e pelas instituições para uniformalizar comportamentos e moldar personalidades segundo tais determinaçãos. E significa fundamentalmente ser livre para ser autêntico, pensar com sua própria cabeça e agir consoante sua norma interior, amadurecida ao largo de toda vida, na resistência e na tensão com aqueles injunções.

E essa é uma luta titânica . Pois todos nascemos dentro de certas determinações que independem de nossa vontade seja na família, na escola, na roda de amigos, na religião e na cultura que moldam nossos hábitos. Todas estas instâncias funcionam como super-egos que podem ser limitadores e em alguns casos até castradores. Logicamente, estes limites desempenham uma função reguladora importante. Pelo fato de o rio possuir margens e limites é que ele chega ao mar. Mas estes podem também represar as águas que deveriam fluir. Então se esparram pelos lados e se transformam em charcos.
As atitudes e comportamentos surpreendentes do atual bispo de Roma, como gosta de se apresentar, comumente chamado de Papa, Francisco, nos evocam esta categoria tão determinante da liberdade de espírito. Normalmente o cardeal nomeado Papa logo incorpora o estilo clássico, sacral e hierático dos Papas, seja nas vestimentas, nos gestos, nos símbolos do supremo poder sagrado e na linguagem. Francisco, dotado de imensa liberdade de espírito, fez o contrario: adaptou a figura do Papa a seu estilo pessoal, aos seus hábitos e às suas convicções. Todos conhecem as rupturas que introduziu sem a maior cerimônia. Aliviou-se de todos os símbolos de poder, especialmente, a cruz de ouro e pedras preciosas e o mantelo (mozetta) colocado aos outros, cheio de brocados e preciosidades, outrora símbolo dos imperadores romanos pagãos: sorrindo disse ao secretário que queria colocá-lo a seus ombros: “guarde-o porque o carnaval já acabou”. Veste-se na maior sobriedade, de branco, com seus sapatos pretos habituais e, por baixo, com sua calça também preta. Dispensou todas as facilidades atribuídas ao supremo Pastor da Igreja, desde o palácio pontifício substituído por uma hospedaria eclesiástica, comendo junto com outros. Pensa antes no pobre Pedro que era um rude pescador ou em Jesus que, segundo o poeta Fernando Pessoa, “não entendia nada de contabilidade nem consta que tinha biblioteca”, pois era um “fac-totum” e simples camponês mediterrâneo. Sente-se sucessor do primeiro e representante do segundo. Não quer que o chamem de Sua Santidade, pois se sente “irmão entre irmãos”, nem quer presidir a Igreja no rigor do direito canônico, mas na caridade calorosa.
Em sua viagem ao Brasil mostrou sem nenhuma espetacularização, esta sua liberdade de espírito: deseja como transporte um carro popular, um jeep coberto para locomoção no meio do povo, para abraçar crianças, para tomar um pouco de chimarrão, até trocar seu “solideo papal branco” da cabeça, por um outro, meio desengonçado oferecido por um fiel. Na cerimônia oficial de acolhida por parte do Governo que obedece a um rigoroso protocolo, após o discurso, vai à Presidenta Dilma Rousseff e a beija para estarrecimento do mestre de cerimônia. E muitos seriam os exemplos.
Esta liberdade de espírito lhe traz uma inegável irradiação feita de ternura e vigor, as caraterísticas pessoais de São Francisco de Assis. Trata-se de um homem de grande inteireza. Tais atitudes serenas e fortes mostram um homem de grande enternecimento e que realizou uma significativa síntese pessoal entre o seu eu profundo e o seu eu consciente. É o que esperamos de um líder, especialmente religioso. Ele evoca ao mesmo tempo leveza e segurança.
Esta liberdade de espírito é potenciada pelo resgate esplêndido que faz da razão cordial. A maioria dos cristãos estão cansados de doutrinas e são céticos face a campanhas contra reais ou imaginados inimigos da fé. Estamos todos impregnados até a medula pela razão intelectual, funcional, analítica e eficientista. Agora vem alguém que a todo momento fala do coração como o fez em sua fala na comunidade (favela) de Varginha ou na ilha de Lampedusa. É no coração que mora o sentimento profundo pelo outro e por Deus. Sem o coração as doutrinas são frias e não suscitam nenhuma paixão. Face aos sobreviventes vindos de África, confessa: “somos uma sociedade que esqueceu a experiência de chorar, de ‘padecer com’: a globalização da indiferença tirou-nos a capacidade de chorar”. Sentencia com sabedoria: “A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como trata os mais necessitados”.  Por esta medida, a sociedade mundial é um pigmeu, anêmica e cruel.

A razão cordial é mais efetiva na apresentação do sonho de Jesus que qualquer doutrina erudita e tornará o seu principal arauto, o Francisco de Roma, uma figura fascinante que vai ao fundo do coração dos cristãos e de outras pessoas.

El Papa de la libertad de espíritu y de la razón cordial

2013-07-26

Una de las mayores conquistas de la persona humana en su proceso de individuación es la libertad de espíritu. Libertad de espíritu es la capacidad de ser doblemente libre: libre de las imposiciones, reglas, normas y protocolos que fueron inventados por la sociedad y por las instituciones para uniformar comportamientos y moldear personalidades según tales determinaciones. Y significa fundamentalmente ser libre para ser auténtico, pensar con la propia cabeza y actuar conforme a su norma interior, madurada a lo largo de toda la vida, en resistencia y en tensión con aquellas imposiciones.Y ésa es una lucha titánica. Pues todos nacemos dentro de ciertas determinaciones que no dependen de nuestra voluntad, ya sea en la familia, en la escuela, en el grupo de amigos, en la religión y en la cultura que moldea nuestros hábitos. Todas estas instancias funcionan como super-egos, que pueden ser limitadores, y en algunos casos incluso castradores. Lógicamente, estos límites desempeñan una función reguladora importante. Gracias a sus orillas y sus límites el río puede ser conducido hasta el mar. Pero esos límites pueden también represar las aguas que deberían fluir. Entonces se desbordan por los lados y se transforman en charcos.Las actitudes y comportamientos sorprendentes del actual “obispo de Roma”, como gusta de presentarse, comúnmente llamado Papa, Francisco, nos evocan esta categoría tan determinante de la libertad de espíritu.

Normalmente el cardenal nombrado Papa asume enseguida el estilo clásico, sacral y hierático de los Papas, tanto en la vestimenta, como en los gestos, los símbolos del supremo poder sagrado, y en la forma de hablar. Francisco, dotado de una inmensa libertad de espíritu, ha hecho lo contrario: ha adaptado la figura del Papa a su estilo personal, a sus hábitos y a sus convicciones. Todos conocemos las rupturas que ha introducido sin mayor ceremonia. Se ha despojado de todos los símbolos de poder, especialmente, la cruz de oro y piedras preciosas y la mozetta, llena de brocados e preciosidades, en otro tiempo símbolo de los emperadores romanos paganos; sonriendo, dijo al secretario que iba a colocárselo sobre los hombros: “guárdela, porque el carnaval se ha acabado”. Se viste con la mayor sobriedad, de blanco, con sus zapatos negros habituales y, por debajo, con sus pantalones también negros. Ha dejado de lado todas las comodidades atribuidas al supremo Pastor de la Iglesia, incluso el palacio pontificio, sustituyéndolo por una hospedería eclesiástica, comiendo junto con los demás comensales. Piensa más bien en el pobre Pedro, que era un rudo pescador, o en Jesús que, según el poeta Fernando Pessoa, “no entendía nada de contabilidad ni consta que tuviera biblioteca”, pues era un “fac-totum”, un sencillo campesino mediterráneo. Se siente sucesor del primero y representante del segundo. No quiere que lo llamen “Su Santidad”, pues se siente “hermano entre hermanos”, ni quiere presidir la Iglesia con el rigor del derecho canónico, sino en la caridad cariñosa.

En su viaje a Brasil ha mostrado sin ninguna espectacularización esta su libertad de espíritu: desea como transporte un carro popular, un jeep cubierto para moverse en medio del pueblo, para abrazar a los niños, para tomar un poco de cimarrón, incluso intercambiar su “solideo papal blanco” de la cabeza por otro medio descompuesto ofrecido por un fiel. En la ceremonia oficial de acogida por parte del Gobierno, que obedece a un riguroso protocolo, después del discurso, se acerca hasta la Presidenta Dilma Rousseff y le da un beso, para horror del maestro de ceremonias. Y muchos otros ejemplos.

Esta libertad de espíritu le da una innegable irradiación, mezcla de ternura y vigor, las características personales de San Francisco de Asís. Se trata de un hombre de gran entereza. Tales actitudes serenas y fuertes muestran un hombre de gran compasión, que realizó una significativa síntesis personal entre su yo profundo y su yo consciente. Evoca al mismo tiempo levedad y seguridad. Es lo que esperamos de un líder, especialmente religioso.

Esta libertad de espíritu es potenciada por el rescate espléndido que hace de la razón cordial. La mayoría de los cristianos están cansados de doctrinas y son escépticos frente a campañas contra reales o imaginarios enemigos de la fe. Estamos todos impregnados hasta la médula por la razón intelectual, funcional, analítica y eficientista. Ahora viene alguien que en todo momento habla desde el corazón como lo hizo en sus palabras en la comunidad (favela) de Varginha, o en la isla de Lampedusa. Es en el corazón donde mora el sentimiento profundo hacia el otro y hacia Dios. Sin el corazón las doctrinas son frías y no suscitan ninguna pasión. Frente a los sobrevivientes venidos de África, confiesa: ”somos una sociedad que ha olvidado la experiencia de llorar, de ‘padecer con’: la globalización de la indiferencia nos ha robado la capacidad de llorar”. Sentencia con sabiduría: “La medida de la grandeza de una sociedad viene dada por el modo como trata a los más necesitados”. Según esta medida, la sociedad mundial es un pigmeo, anémica y cruel.

La razón cordial es más efectiva para la presentación del sueño de Jesús que cualquier doctrina erudita, y hará de su principal heraldo, Francisco de Roma, una figura fascinante que llega al fondo del corazón de los cristianos y de otras personas.